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Elas inovam na Fronteira Oeste e Campanha: Elisabeth Drumm, proprietária da Rotas da Terra e professora da Urcamp

Integrante do comitê técnico do Inova RS engajada na discussão de políticas públicas é quinta perfilada de série da Sict

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Elas inovam capa Elisabeth Drumm
Dar protagonismo à mulher pampeana é um dos desafios que Elisabeth aponta para a equidade de gênero na região - Foto: Divulgação
Por CÂNDIDA SCHAEDLER ASCOM/SICT

Conectar políticas públicas, turismo, ensino e prática é uma das premissas da trajetória profissional de Elisabeth Drumm, 53 anos. A costura entre processos acadêmicos e saberes científicos com a realidade cotidiana é o que ela faz enquanto professora do Centro Universitário da Região da Campanha (Urcamp), empreendedora na Rotas da Terra, agência de turismo, e articuladora de políticas públicas em associações e espaços da sociedade civil. “A homogeneidade não promove a cultura da inovação. Portanto, a equidade de gênero é, sim, assunto para ser tratado pela quádrupla hélice de um ecossistema de inovação”, afirma. 

Bacharela em Administração de Empresas, com mestrado em Processos e Manifestações Culturais e doutorado em Desenvolvimento Regional, ela conta que, em 2014, quando chegou na região da Campanha, sua intuição dizia que associar a criatividade, a cultura, o saber fazer do cotidiano campeiro com a inovação e a tecnologia seria um caminho possível para o desenvolvimento sustentável, nos três pilares da palavra: econômico, social e ambiental. Então, em 2019, surgiu a possibilidade de incluir o setor de turismo no ecossistema de inovação da Fronteira Oeste e da Campanha. Hoje, amplia-se o olhar para a economia criativa, incluindo mulheres que são protagonistas de produções incríveis, seja na arte, na produção audiovisual, no artesanato, entre outros”, comenta. Ela atua como integrante do comitê técnico e coordenadora do Inova RS na região, que tem o turismo como área estratégica incluída na visão de futuro 2030, além de ser presidente da Associação Pampa Gaúcho de Turismo (Apatur). 

Para Elisabeth, o turismo inovador demanda inovação nos sistemas produtivos e de apoio, bem como reconhecimento e valorização do patrimônio natural e cultural do bioma Pampa. Assim, apesar de a história mostrar que as mulheres campeiras assumem as estâncias e os sistemas produtivos, o reconhecimento nem sempre é delas. Portanto, o desafio maior é fortalecer a conexão entre as mulheres campeiras e pampeanas e ampliar o protagonismo da sua fala”, explica. Ela completa dizendo que o sexo masculino está presente, ainda, em quase todos os cargos estratégicos de instituições públicas e privadas da região. Por isso, o maior desafio é encontrar e reconhecer mulheres protagonistas. "Outro desafio é desmistificar a inovação, pois ela sempre esteve presente. O que mudou foram os avanços tecnológicos e os problemas de natureza social e ambiental”, completa. 

 

Desafios de ocupar espaços de forma pioneira 

Questionada sobre os maiores desafios da carreira, Elisabeth não escolhe só um. Entre risos, enumera que foi uma das primeiras mulheres a cursar Eletrotécnica, na Fundação Liberato; foi contratada como eletricista na empresa Pirelli Pneus; foi a primeira mulher a finalizar o doutorado na família e, atualmente, coordena o Inova RS na região Fronteira Oeste e Campanha, sendo que tem origem na cidade de Feliz, no Vale do Caí.  

Atualmente, ela vê que o envolvimento de mais mulheres é o que a move: “O meu grande desafio ou desejo de hoje é envolver cada vez mais mulheres para ampliar sua atuação profissional e o ser feminino. Quero ser escuta daquelas que querem falar. E, juntas, sermos protagonistas de novos caminhos sociais, econômicos, culturais, ou seja, de vida”, finaliza. 

 

Elas inovam 

Para marcar o Dia Internacional da Mulher, a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul coloca sob os holofotes mulheres que estão moldando as políticas de inovação do estado. “Elas inovam” é uma série que conta a trajetória de oito profissionais, uma em cada ecossistema regional de inovação, que inspiram e apoiam outras mulheres, liderando transformações na tríade inovação, ciência e tecnologia dentro de universidades, hubs de inovação, startups e empresas. 

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