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Dia Mundial do Meio Ambiente: conheça projetos de inovação, ciência e tecnologia do estado voltados para temas ambientais

Por meio de aportes financeiros, Sict e Fapergs promovem pesquisa em mudanças climáticas, energias renováveis e sustentabilidade

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Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado em 5 de junho
Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado em 5 de junho
Por Ascom Sict

Celebrado mundialmente em 5 de junho, o Dia do Meio Ambiente ganha uma atenção especial no Rio Grande do Sul neste momento de emergência climática. Além das ações emergenciais e de reconstrução anunciadas nas últimas semanas, cabe destacar as iniciativas do governo gaúcho no âmbito de inovação, ciência e tecnologia que vêm sendo desenvolvidas nos últimos anos, com potencial de auxiliar no processo atual de mitigação e resiliência. 

Diversos editais abertos pela Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do RS (Fapergs) desde 2021 destinaram recursos a projetos de pesquisa e inovação focados em temas ambientais, como mudanças climáticas, energias renováveis, cidades inteligentes e sustentabilidade. 

Dentro do pacote de investimentos do programa Avançar na Inovação, lançado em 2021, um dos destaques foi o edital das Redes Inovadoras de Tecnologias Estratégicas (Rites), que incentiva a formação de redes em áreas estratégicas com a participação de instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICTs) espalhadas pelo estado. Entre as propostas aprovadas, estão a Rede Gaúcha para Captura e Valorização de CO2, liderada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) - com aporte de R$ 2.250.000 - e o projeto Agropecuária de Baixo Carbono e Adaptada às Mudanças Climáticas no Rio Grande do Sul, também comandado pela UFRGS, com valor de R$ 1.950.000. 

Outro edital relevante desse pacote foi o Inova Clusters Tecnológicos, voltado para a criação de redes de tecnologia e de adensamento de pesquisa. Os projetos aprovados incluem o Cluster Mempoa, da UFRGS, que investe em membranas e processos oxidativos avançados para degradação de contaminantes emergentes, reuso de água e recuperação de insumos, com aporte de R$ 2.627.700; o Cluster Agroinova, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que desenvolve produtos e serviços aplicados à agricultura inovadora e sustentável, com valor de R$ 2.632.500; e o Cluster Inovaclean RS, da UFRGS, que desenvolve materiais avançados sustentáveis empregando resíduos industriais e suas aplicações tecnológicas e ambientais, com aporte de R$ 2.632.100. 

Entre 2021 e 2023, editais da Sict também contemplaram projetos que beneficiam o meio ambiente. Por meio do programa Techfuturo, foram aprovadas as propostas “Desenvolvimento de estratégias de sobrealimentação de motores movidos a hidrogênio verde para a descarbonização do setor agrícola” (da UFSM, com aporte de R$ 681.290,40) e “Química Verde: desenvolvimento e transferência de tecnologia amilácea para a geração de energia renovável na nova fronteira agrícola do Rio Grande do Sul” (da URI Santiago, com aporte de R$ 631.185,31).  

Já o programa TEC4B teve editais para criação de living labs, que são espaços de inovação colaborativos para pesquisa e experimentação em tecnologias e modelos de negócios, com potencial para contribuir para cidades mais inteligentes e mais sustentáveis. Exemplos de projetos são o Living Vales, da Universidade de Santa Cruz do Sul, que recebeu R$ 988.157,44, e o Smart LiveLab, da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), que teve um aporte de R$ 1.057.004,48. 

Em 2023, o edital Inova Agro buscou contemplar projetos preocupados com as questões ambientais. Foram aprovados, entre outros, os projetos “Bioconversão: processos agrícolas sustentáveis”, da Unisc (R$ 312,493.70), “Potencial de bioinsumos para adaptação climática e mitigação de emissões de carbono na agricultura”, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (R$ 259,705.15), e “Agro nos Vales: insumos agrícolas sustentáveis”, da Unisc (R$ 313,329.42).  

Nosso planejamento estratégico já trazia este olhar de impulsionar projetos e ações vinculados ao tema da economia verde, do desenvolvimento sustentável. Diante desta realidade que enfrentamos, agimos rapidamente para buscar soluções junto aos nossos parceiros da quádrupla hélice - academia, setor privado e sociedade civil organizada - e já estamos com resultados importantes. Como exemplos, cito nosso Catálogo de Soluções e os Grupos de Trabalho para propor projetos alinhados aos quatro eixos do Plano Rio Grande - Emergencial, Reconstrução, Rio Grande do Sul do Futuro e Mapeamento de Oportunidades de Recursos”, explica a titular da Sict, Simone Stülp. 

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