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Jogos digitais são usados como ferramenta de conscientização na educação

Tema foi apresentado em painel na arena do governo, no Gramado Summit, e está em pauta no programa estadual Educar para Inovar

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Painel sobre jogos digitais
Painel sobre jogos digitais - Foto: Anita Trombin - Ascom Sict.
Por Jéssica Moraes/Ascom Sict

O uso de jogos digitais na educação foi tema de um dos painéis que aconteceu na tarde desta sexta-feira (12) na arena de conteúdos do governo gaúcho no Gramado Summit. O foco da apresentação foi mostrar ao público a importância de usar essa ferramenta para conscientizar os estudantes sobre questões ambientais e de preservação. 

O painel foi articulado por meio do programa Educar para Inovar, da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), com parceria da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O tema foi pautado na Agenda 2030, junto ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4, que trata sobre a educação para o desenvolvimento sustentável na escola.  

A professora da Uergs Juçara Bordin explicou que a ideia dos jogos nasceu durante a pandemia de Covid-19, em 2020. Segundo ela, o intuito era auxiliar professores a terem um recurso moderno para as aulas. Com isso, surgiu o conceito de explorar o cenário da biodiversidade. “Hoje, estamos cada vez mais distantes da natureza e mais próximos das tecnologias. A ideia dos jogos surge para levar a natureza até as escolas, através da tecnologia. O mundo passa por uma crise ambiental muito grave e precisamos conscientizar as pessoas quanto a isso. Os professores têm um papel fundamental, eles conseguem colocar valores visando a tomada de consciência de cada um”, comentou a docente. 

Os jogos desenvolvidos para serem utilizados no contexto escolar priorizam temas voltados ao meio ambiente e exploram cenários locais que visam desenvolver as habilidades dos estudantes. “A ideia é que sejam jogos parecidos com os de entretenimento do mercado, mas com fundo educativo”, reforça Juçara.  

O processo de criação dos jogos é feito em colaboração com os professores, que solicitam a criação dos mesmos, conforme explica Camilo de Vasconcellos Rebouças, designer e programador de jogos. “Um jogo educativo começa a partir dos educadores que levantaram a necessidade de fazer o jogo. O primeiro passo é alinhar demandas e expectativas. Depois, eu faço a pesquisa, estudo a matéria e algumas vezes vou a campo com os pesquisadores para fazer a coleta de informações. Minhas parcerias com a Uergs são todas de pesquisas conjuntas”, detalha. 

Na sequência, o programador desenvolve o conteúdo e apresenta aos educadores para que sejam feitos os ajustes necessários até a etapa de publicação de jogo. “O jogo é um produto vivo, tenho que continuar dando feedback e fazendo as atualizações exigidas. É como um filho que terei que cuidar para o resto da vida”, comenta.  

O programa Educar para Inovar levou ao Gramado Summit cerca de 100 alunos de escolas municipais de Gramado, além de professores e comitivas das secretarias de Educação de Capão da Canoa e Estrela para prestigiarem a apresentação. O painel teve mediação de Madalena Heinen, analista de projetos e políticas públicas da Sict. Também prestigiaram a apresentação as representante da Unesco no Brasil, professora Sueli Schabbach e da Rede de Escolas Associadas PEA-Unesco no RS, Bruna Silveira.  

Educar para Inovar 

O Educar para Inovar é o único programa estadual de governo a contar com o selo da Unesco, integrando uma rede que recebe apoio técnico da agência internacional. Realizado em parceria com a Secretaria de Educação, o programa promove a capacitação de professores para que eles se tornem agentes indutores na formação dos alunos. 

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