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Clima extremo e caminhos para resiliência pautam evento do Comitê Científico do Plano Rio Grande

Atividade integrou a Semana Estadual de Prevenção aos Desastres Socioambientais em alusão aos dois anos das enchentes de 2024

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No palco, homens e mulheres estão sentados de frente para uma plateia. Um homem em pé fala ao microfone.
Evento ocorreu nesta quarta-feira, no auditório do Caff - Foto: Édson Coltz/ Ascom Sict

Os impactos dos eventos climáticos extremos no Estado e as estratégias de enfrentamento nortearam o encontro promovido pelo Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática do Plano Rio Grande, nesta quarta-feira (6), em Porto Alegre.  O evento integrou a programação da Semana Estadual de Prevenção aos Desastres Socioambientais, promovida pelo governo do Estado em alusão aos dois anos das enchentes de 2024. 

Dividida em dois painéis, a atividade “Tempo severo no Rio Grande do Sul: impactos e caminhos para soluções” reuniu pesquisadores, gestores públicos, profissionais da área ambiental e público geral no auditório do Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff). 

Conforme o secretário-executivo do Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática, Joel Goldenfum, o encontro reforçou a importância da integração entre ciência, gestão pública e sociedade para o enfrentamento dos desafios impostos pelos eventos climáticos extremos, com foco na construção de soluções sustentáveis e no fortalecimento da resiliência no Estado.  

Goldenfum também ressaltou o papel da memória coletiva na construção de políticas mais eficazes de prevenção. “Eventos como este, inseridos na Semana Estadual de Prevenção aos Desastres Socioambientais, nos ajudam a manter viva a reflexão sobre o que aconteceu e a transformar aprendizado em ação”, defendeu. 

O secretário-adjunto interino da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (Sict), Sandro Kirst, enalteceu o papel do Comitê, que é vinculado à Sict, na integração entre inovação e ciência para o enfrentamento dos desafios climáticos e para o fortalecimento da capacidade do Estado de antecipar riscos, qualificar a gestão pública e promover respostas mais eficazes diante dos eventos extremos”, pontuou. 

A solenidade de abertura contou, ainda, com manifestações da secretária-adjunta da Secretaria da Reconstrução Gaúcha (Serg), Ângela Oliveira; do diretor do Departamento de Projetos e Gestão do Conhecimento da Defesa Civil do Estado, tenente-coronel Vanderlan Frank Carvalho; da coordenadora do Gabinete de Estudos Climáticos do Ministério Público do Rio Grande do Sul, procuradora de Justiça Silivia Cappelli, representante do procurador-geral de Justiça, Alexandre Sikinowski Saltz; e do representante da reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), professor Vagner Anabor. 

de frente para a plateia, um homem fala no palco
Dividida em dois painéis, a atividade contou com falas de especialistas em clima - Foto: Édson Coltz/ Ascom Sict

Realidade climática gaúcha

O primeiro painel, realizado no turno da manhã, abordou os impactos diretos das tempestades severas, incluindo danos à infraestrutura, prejuízos econômicos e riscos à população. A programação contou com a participação do docente da UFSM, Vagner Anabor, que defendeu a formação qualificada de meteorologistas e os investimentos em tecnologia de monitoramento.  

Também pela UFSM, o professor Maurício Ilha de Oliveira apresentou definições e registros de fenômenos como tornados, microexplosões e granizo no Estado. Encerrando o painel, o docente da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Leonardo Calvetti, tratou dos sistemas de radares meteorológicos, suas aplicações e avanços tecnológicos recentes no RS. 

No período da tarde, o segundo painel discutiu avaliação de danos, capacitação e estratégias de mitigação. O meteorologista da UFSM, Murilo Machado Lopes, apresentou a Rede Voluntária de Observadores de Tempestades e Avaliação de Danos, voltada a ampliar o conhecimento da sociedade sobre fenômenos meteorológicos severos por meio de capacitação e definição de procedimentos para registro desses eventos. 

A programação contou também com a participação do diretor do Departamento de Projetos e Gestão do Conhecimento da Defesa Civil do Estado, tenente-coronel Vanderlan Frank Carvalho, que representou o coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, Luciano Boeira. Ao falar sobre o passado, presente e projetar o futuro da Defesa Civil, fez reflexões sobre a evolução das políticas públicas e os desafios na área. 

O evento, realizado pelo Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática e pela Sict, contou com a parceria da UFSM e da UFPel, além do apoio da Serg e da Defesa Civil Estadual. 

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